terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Promessas de final de ano: por que sempre é assim?

Ano vai, ano vem, e a gente, aberta ou secretamente, sempre assume algum tipo de compromisso pessoal: ou é emagrecer, ou é guardar dinheiro, parar de fumar, trabalhar menos, exercitar-se mais, curtir os amigos e a família e por aí vai.

Mas, pulando ondinha, comendo lentilha ou simplesmente parando silenciosamente uns segundinhos antes do pipocar dos fogos, o fato é que, muitas vezes, o balanço em dezembro nem sempre é positivo, o que nos leva, novamente, a renovar votos, a assumir que "este ano vai ser diferente".

As razões disso, cada um as tem, e não cabe aqui ficar especulando sobre a vida íntima alheia, sobre a força de vontade de ninguém. Mas acho que podemos, sim, pensar um pouco sobre as "condições" a que os desejos e os esforços de cada um estão submetidos. Não se trata de achar desculpas, mas de, com consciência e justiça (e menos culpa!), refletir as razões pelas quais é tão difícil cumpri-las. E, mais precisamente, pensar no quanto as condições materiais do meio nos fazem meio Sísifos, rolando a pedra o ano todo para o topo do morro, para vê-la, no 31 de dezembro, rolar abaixo.

Esta é uma série limitada de posts que, é claro, não vão dar conta de todos os temas, mas que se pretendem tratar de assuntos que eu considerei mais recorrentes.

Espero que gostem e que, dia 31 de dezembro de 2012 - caso o mundo continue existindo (rsrsrs) -, a gente possa fazer um balanço positivo.