quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Açúcar, esse doce mal...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
3o. Fórum Internacional Criança e Consumo - 16 a 18 de março de 2010
O Fórum Internacional Criança e Consumo chega à terceira edição. Desde 2006, quando o evento foi realizado pela primeira vez, os impactos negativos da mercantilização da infância têm sido discutidos.
Neste ano, o debate propõe uma reflexão mais ampla de como a violação dos direitos da criança e o hiperconsumismo desencadeiam problemas ambientais, econômicos e sociais. Também será contemplada a diminuição das brincadeiras criativas, essenciais ao desenvolvimento humano.
Assim, o 3º Fórum realizará três mesas de debate – Honrar a Infância, Refletir o Consumo e Brincar – com profissionais e pesquisadores de diversas áreas.
Veja mais em http://www.forumcec.org.br/
domingo, 20 de dezembro de 2009
Você sabe o que é simplicidade voluntária?
Será que precisamos de tantos bens para nos sentirmos bem? O que ter tem a ver com ser? Como ser feliz com poucos recursos materiais?
Estas são algumas das perguntas que o movimento "simplicidade voluntária" ("voluntary simplicity" ou, simplesmente, VS) tem procurado responder. A idéia é simplificar a vida, não só no aspecto material, reduzindo o consumo, utilizando os bens de forma mais racional, mas também na dimensão espiritual e emocional, buscando o bem estar e a felicidade interior.
Afora as questões morais que essa assertiva possa implicar, não é nenhuma novidade dizer que ser feliz na sociedade de consumo é, para a maior parte das pessoas, comprar. Trabalha-se dez, doze horas por dia, em fins de semana e feriados, leva-se trabalho para casa. Para quê? Para aumentar o salário, o bônus, as horas extras. E para quê? Para poder acumular, ter reservas, ter a possibilidade de comprar e acessar serviços. E para quê? Para, finalmente, ter uma vida mais tranquila, segura, feliz.
É uma espiral sem fim: ganhar, comprar; ganhar mais, comprar mais. Sempre haverá mais um minutinho da nossa vida que podemos investir no trabalho, como sempre haverá algum item de consumo que não temos em casa para comprar. E o preço que se paga por isso é alto, pois nesse ritmo de vida, o conforto material aumenta, mas em sentido inversamente proporcional vai a disponibilidade de poder usufruir desses benefícios.
A simplicidade voluntária questiona em que ponto essa espiral deve parar. Não prega, portanto, que se despoje completamente dos bens materiais, que se viva ao estilo de Thoureau em Walden*, mas sim que cada pessoa saiba até onde os objetos satisfazem necessidades e desejos genuínos e possa assim se libertar do consumo exagerado. A idéia é que façamos um questionamento sobre o que é de fato importante para o nosso prazer e satisfação pessoal, e se isso realmente corresponde a uma verdade interior ou apenas a resposta a um estímulo externo, que não necessariamente levará ao nosso bem-estar e satisfação pessoal.
Além da forma como nos relacionamos com os bens materiais, a simplicidade voluntária também propõe mudanças em outros aspectos da vida, que, se trabalhados pela via do auto-conhecimento e do fortalecimento da auto-estima, podem se tornar menos desgastantes ou complicados. Assim, ansiedade, estresse, angústia, culpa, entre outros sentimentos enraizados no estilo de vida contemporâneo, também são postos sob questão.
Para saber mais sobre simplicidade voluntária veja:
http://www.simplicidadevoluntaria.com/socied.htm
http://www.choosingvoluntarysimplicity.com/
*"Walden" é o livro escrito pelo americano Henry David Thoureau, baseado na experiência que viveu, em 1845, quando deliberadamente o autor se retirou do convívio social para morar isolado às margens do Lago Walden.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Hoje se comemora o dia mundial do meio ambiente
Eu já comecei cedo, antes mesmo de me lembrar que dia era hoje, e por isso este vai ser o mote do post: pela manhã meu filho, de 6 anos, veio contar que a coleguinha dele disse que esses copinhos plásticos que se usam por aí vão demorar a sumir na natureza até o filho dela nascer. Aí, lá vai a mãe: "Não, filho, ele vai durar até o filho dela crescer, ter filhos, os filhos dele crescerem, e darem netos a ela, e depois bisnetos, e nascerem os filhos dos bisnetos...". Caramba!... São várias gerações! Quando falamos em 200 ou 400 anos num contexto histórico, é tão pouco, mas quando nos colocamos nessa linha do tempo e comparamos à nossa curtíssima existência, é tanto, mas tanto tempo...
Gostei muito de um comercial de TV que foi veiculada a uns anos atrás em que apareciam garrafas de PET e pneus velhos enlaçados como presentes para as futuras gerações. Gostei porque era chocante, porque mostrava de forma seca e direta o que estamos deixando em nossa passagem pela terra. Mas, principalmente, gostei porque nos dá a possibilidade de fazer diferente, de evitar esse fim.
Na minha infância tinha consumo, sim. A gente via TV, lia revistas, assistia ao Domingo no Parque e não tinha uma criança que não queria ganhar todos aqueles brinquedos que o Silvio Santos colocava no palco. Mas, diferente de hoje, minha geração também tinha brincadeiras de rua, na casa do vizinho, brincadeiras de bola, lanche na casa da tia, mexer com minhocas e barro no jardim... Naquele tempo, como o mercado infantil ainda era incipiente, havia muito espaço para a criatividade e a imaginação: se não existia o brinquedo na cor desejada, pintava-se em casa; se não existia coleira decorada para o seu cachorro, compravam-se enfeites na loja de armarinhos e se customizava. Hoje vamos ao shopping e não precisamos mais criar: está tudo pronto na vitrine, em cores e tamanhos para satisfazer qualquer sonho de consumo. É a consagração da máxima "eu não faço: compro pronto".
Por um lado, ótimo! Dá-se efetividade à lei do menor esforço, sobra mais tempo para consumir mais, para experimentar mais. Contudo, não somos reservatórios de experiências, não vivemos para somar sensações. Qualidade de vida não é só comer e vestir em abundância, mas é "des-envolver" todas as nossas potencialidades, é "sair do invólucro". E isso implica ver de forma diferente, pensar por outra perspectiva, ter a sua própria forma de entender o mundo, estabelecer relações humanas.
Então, se hoje é para fazer uma reflexão sobre o dia do meio ambiente, que seja esta: pensar um pouco - e fazer mais - por nosso espírito criativo. Deixar que ele nos guie mais, que nos mostre os caminhos, que ouse tomar um caminho desconhecido. É essa liberdade que certamente dará a resposta definitiva para crise ambiental que, diga-se, não é uma crise da natureza, é sobretudo uma crise das nossas relações sociais.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Consumo & Sustentabilidade na TVA
Assistam e façam suas críticas e comentários!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Lançamento da Cortez Editora, dia 24 de maio, 16h, no Teatro Bricante: Flávio Paiva, "Eu era assim - Infância, cultura e consumismo"
O evento ocorre em São Paulo no dia 24 de maio de 2009, às 16h, no Teatro Brincante, na Rua Purpurina, 428, Vila Madalena.

O jornalista e escritor Flávio Paiva faz 50 anos e comemora com o lançamento de um livro que trata da tragédia do consumismo na infância, de experiências pedagógicas empíricas, da força invisível da cultura, do lúdico como a liga da contação de histórias entre adultos e crianças e da urgência do brincar.
Na crise do padrão civilizatório que atinge o meio ambiente e as relações humanas a infância é a parte mais sacrificada. Em muitos países do mundo, inclusive no Brasil, estão sendo tomadas medidas de proteção à criança diante de um modelo que entrou em exaustão pelos desequilíbrios resultantes de suas próprias inconseqüências.
Os males e as soluções para esse grave problema do mundo contemporâneo estão reunidos no livro “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo”, que o jornalista e escritor Flávio Paiva lança em Fortaleza neste sábado, dia 28 de março, no Centro de Referência à Infância – Incere. O livro é para adultos, mas vai ter show para crianças , com a Banda Dona Zefinha cantando músicas dos livros Flor de Maravilha e A Festa do Saci, de Flávio Paiva.
Em “Eu era assim – Infância, Cultura e Consumismo” Flávio Paiva revela que a única certeza absoluta com a qual a sociedade contemporânea se depara é a de que não há mais espaços para saberes e conhecimentos absolutos . A transdisciplinaridade é uma das características do tempo, dos olhares, das identidades e da comunicação em um mundo que se redescobre na sua própria crise de significados.
A construção da realidade cotidiana desorganiza a lógica do discurso linear e do olhar bem comportado sobre uma educação que não está mais somente na responsabilidade da família, da escola e da igreja , mas também dos meios de comunicação de massa e das redes sociais físicas e virtuais.
As perspectivas de sociabilidade e de sustentabilidade apontam para uma reeducação do múltiplo com o múltiplo e pelo múltiplo , que passa pelo fortalecimento da cultura, da cidadania, da importância da reconsideração da natureza e, sobretudo, pelo respeito à infância.
Em seu livro, Flávio Paiva presenteia o leitor com diálogos praticados na interdependência das disciplinas , nas interfaces das ciências humanas e sociais e no que seria uma proposta educativa do jornalismo, tendo como elementos de catálise o drama social vivido pela infância, diante da homogeneização cultural e do fenômeno do consumismo.
Em seus escritos, o autor, com curiosa estranheza e largado senso de participação, faz o cruzamento desses temas, pelos campos da educação, da literatura, do direito, da filosofia, da psicologia, da neurociência, da sociologia e da comunicação social , em falas cheias de expectativas e de crença na vitória da ética humana.
Do mesmo modo que as circunstâncias atuais fizeram desaparecer os absolutos, nas páginas de Eu Era Assim o único ponto conclusivo é o que coloca o processo como produto da discussão de idéias, opiniões e de conceitos.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
A propósito do final de ano...
Quando falamos em sustentabilidade ambiental e levamos o debate até as últimas conseqüências, o questionamento invariavelmente recai na necessidade de revermos o nosso processo civilizacional, nossa relação com a natureza e, principalmente, nossas relações com outros seres humanos. As possibilidades de se construir um mundo sustentável perpassam invariavelmente por questões de acesso e distribuição dos recursos ambientais para toda a humanidade, o que equivale dizer, a redução das desigualdades sociais, a erradicação da pobreza, a promoção da dignidade humana, e assim por diante.
O natal e o ano novo são eventos que deveriam propiciar, por sua natureza, um balanço sobre nossas atitudes em relação a esses objetivos: o natal porque, além de ser uma festividade religiosa, é também a comemoração, ainda que meramente convencional, do nascimento de uma personalidade marcante na história do mundo ocidental: Jesus Cristo, a quem se atribuem várias ações e ensinamentos sobre compaixão e solidariedade humana. E o ano novo porque, como o próprio nome diz e dispensa maiores explicações, é o dia da confraternização universal ou o dia mundial da paz.
Minha proposta para as festas de final de ano, portanto, além de evitar as lembrancinhas ou presentinhos (ou, se inevitáveis, que ao menos sejam úteis e, preferencialmente, duráveis e ecologicamente corretos), não exagerar na quantidade de comida ou bebida e evitar a encantadora, mas totalmente anti-ecológica chuva de papel picado no dia 31, é, curiosamente, dar sentido e praticar o que essas datas sugerem: refletir sobre a solidariedade e a compaixão, desejar um mundo menos violento e desigual, respeitar o próximo inteiramente. Se não pelo apelo religioso que essa sugestão possa ter, que seja, então, pela razão científica da sustentabilidade ambiental.