Olás!
Escrevi um breve texto no site da Editora Saraiva sobre consumo consciente e gostaria de partilhar com vcs leitores do blog.
Para acessar, clique em: http://www.editorasaraiva.com.br/consumidorconsciente/
Até mais!
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Álcool ou gasolina: Nem só de CO2 vivem os problemas ambientais
Às vésperas do dia mundial sem carro, esta notícia vem a calhar para um rápido comentário:
http://www.revistameioambiente.com.br/2009/09/16/consulta-pela-internet-aponta-carros-menos-poluentes/
Pelo que entendi do texto, o melhor, do ponto de vista das emissões de CO2, é o uso de veículo à álcool, certo? Contudo, mesmo o carro sendo à álcool (e emitindo/absorvendo C02), ele não vai poluir o ambiente? Digo, se SP trocasse toda a sua frota por carro à álcool não continuaríamos tendo problemas de poluição na cidade?
E mesmo que isso fosse possível (poluir zero), não continuaríamos com o problema do trânsito caótico?
Então, comprar carro à álcool, rigorosamente falando, não é a melhor opção. Pode prejudicar menos o aumento do aquecimento global, mas daí acreditar, conforme os especialistas consultados, que esse seja "o primeiro passo para o consumo consciente" - como se todo cidadão devesse ser locomover com veículo particular - há uma imensa distância.
Assim, a melhor opção, mesmo, é não comprar o carro, ou comprá-lo e usá-lo com moderação. E para o transporte diário, o uso do ônibus, das vans, dos trens ou do metrô (num sistema de transporte público coletivo eficiente, é claro!).
É por essas e outras que, quando se trata de sustentabilidade e consumo, a atenção tem que ser redobrada: soluções pragmáticas, tomadas dentro do sistema são importantes, mas sempre há o risco de se cair no simplismo, e o que era uma falsa premissa, passa a ser uma verdade inconteste.
Fonte: www.consumoesustentabilidade.ning.com
http://www.revistameioambiente.com.br/2009/09/16/consulta-pela-internet-aponta-carros-menos-poluentes/
Pelo que entendi do texto, o melhor, do ponto de vista das emissões de CO2, é o uso de veículo à álcool, certo? Contudo, mesmo o carro sendo à álcool (e emitindo/absorvendo C02), ele não vai poluir o ambiente? Digo, se SP trocasse toda a sua frota por carro à álcool não continuaríamos tendo problemas de poluição na cidade?
E mesmo que isso fosse possível (poluir zero), não continuaríamos com o problema do trânsito caótico?
Então, comprar carro à álcool, rigorosamente falando, não é a melhor opção. Pode prejudicar menos o aumento do aquecimento global, mas daí acreditar, conforme os especialistas consultados, que esse seja "o primeiro passo para o consumo consciente" - como se todo cidadão devesse ser locomover com veículo particular - há uma imensa distância.
Assim, a melhor opção, mesmo, é não comprar o carro, ou comprá-lo e usá-lo com moderação. E para o transporte diário, o uso do ônibus, das vans, dos trens ou do metrô (num sistema de transporte público coletivo eficiente, é claro!).
É por essas e outras que, quando se trata de sustentabilidade e consumo, a atenção tem que ser redobrada: soluções pragmáticas, tomadas dentro do sistema são importantes, mas sempre há o risco de se cair no simplismo, e o que era uma falsa premissa, passa a ser uma verdade inconteste.
Fonte: www.consumoesustentabilidade.ning.com
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Consumo sustentável no Página 22 deste mês
A edição de junho de "Página 22", uma publicação do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, traz uma reportagem interessante sobre o limite do papel do consumidor na busca pela sustentabilidade ambiental. Vale a pena ler!
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=reportagem&id=574
http://www.pagina22.com.br/index.cfm?fuseaction=reportagem&id=574
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Consumo & Sustentabilidade na TVA
O blog foi parar na TV: dia 9 de junho próximo, às 23.30h, no canal 70 da TVA e 357 da Telefônica será transmitido o programa "Sobre formigas e gafanhotos", cujo tema do dia será consumismo. Participei deste programa falando um pouco sobre o consumo e sua influência sobre a qualidade ambiental. O compacto do programa fica disponível no website do programa a partir de 4a. feira: http://idealtv.uol.com.br/formigasegafanhotos/.
Assistam e façam suas críticas e comentários!
Assistam e façam suas críticas e comentários!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Sobre banhos quentes, papel higiênico e copos descartáveis
Não é raro ouvir por aí que, para justificar a impossibilidade do consumo sustentável "emplacar" como política pública, ninguém vai querer tomar banho frio. Aliás, o que tenho percebido no receio de muita gente é justamente quantos e que confortos com os quais nos acostumamos e, é claro, deles não queremos abrir mão, terão de ser excluídos em favor da sustentabilidade ambiental.
Penso que não seja exatamente este o caso.
Em primeiro lugar porque pensar em sustentabilidade tem a ver com REDUÇÃO, REUSO e, por fim, RECICLAGEM, ou seja, a pedagogia dos 3Rs. Banho quente, especialmente nas regiões mais frias, não tem como ser eliminado. Não é luxo, é necessidade, não só pelo conforto que minimamente toda pessoa deve poder desfrutar diante de tantos benefícios que são providos pelo mundo moderno, mas também pelo aspecto da saúde pública, já que a exposição ao frio favorece significativamente o desenvolvimento de doenças. Contudo, se excluir não é possível, é possível, nestes casos, reduzir. Apenas para exemplificar, há na internet diversos textos indicando como a redução de alguns minutos no banho pode impactar positivamente o consumo de água e energia elétrica, mostrando que, se cada um fizer um pouco, todos ganham muito.
Por outro lado, por que teríamos de começar a mudar nossos hábitos de consumo justamente pelos itens imprescindíveis? Por que não podemos nos livrar, em primeiro lugar, daquelas práticas que são absolutamente dispensáveis, algumas até bem inúteis? Por que não excluir (ou apenas utilizar em situações absolutamente necessárias) os copos descartáveis? Por que usar saquinhos plásticos individuais para embalar os talheres, como ocorre em alguns restaurantes? Por que o cereal tem que ser embalado duas vezes, na caixa de papelão e no saco plástico? Para que o feirante coloca suas frutas no saquinho e depois numa sacolinha?
Ainda não sabemos o que é, com total convicção, uma sociedade sustentável. Há muita gente laborando nisso, dedicando-se com afinco para conseguir entender o que e em que medida é preciso mudar em nossos hábitos e práticas de consumo para se chegar a esse estágio. Mas ainda que a resposta a isso ainda não exista - se é que um dia, haverá uma resposta categórica para essa questão - isso não significa que possamos ficar de braços cruzados, inertes, esperando a crise se instalar ou que devamos nos privar de todos os benefícios que a engenhosidade humana produziu nos últimos séculos e voltar ao tempo da luz de velas ou caçar e colher na mata. Há uma enorme margem entre um extremo e o outro, onde, com um pouco de criatividade e cautela medida, podemos modificar nosso comportamento de modo a, se não beneficiar, ao menos não agravar a pressão sobre recursos naturais.
Observar as ações corriqueiras, procurar inovar no modo de fazer o dia-a-dia, questionar o porquê de as coisas serem como são. Essas parecem ser as bases da transformação, o pressuposto fundamental da política dos 3Rs. É o que garantirá o meu, o seu e o banho quente de muita gente que ainda não o tem.
Penso que não seja exatamente este o caso.
Em primeiro lugar porque pensar em sustentabilidade tem a ver com REDUÇÃO, REUSO e, por fim, RECICLAGEM, ou seja, a pedagogia dos 3Rs. Banho quente, especialmente nas regiões mais frias, não tem como ser eliminado. Não é luxo, é necessidade, não só pelo conforto que minimamente toda pessoa deve poder desfrutar diante de tantos benefícios que são providos pelo mundo moderno, mas também pelo aspecto da saúde pública, já que a exposição ao frio favorece significativamente o desenvolvimento de doenças. Contudo, se excluir não é possível, é possível, nestes casos, reduzir. Apenas para exemplificar, há na internet diversos textos indicando como a redução de alguns minutos no banho pode impactar positivamente o consumo de água e energia elétrica, mostrando que, se cada um fizer um pouco, todos ganham muito.
Por outro lado, por que teríamos de começar a mudar nossos hábitos de consumo justamente pelos itens imprescindíveis? Por que não podemos nos livrar, em primeiro lugar, daquelas práticas que são absolutamente dispensáveis, algumas até bem inúteis? Por que não excluir (ou apenas utilizar em situações absolutamente necessárias) os copos descartáveis? Por que usar saquinhos plásticos individuais para embalar os talheres, como ocorre em alguns restaurantes? Por que o cereal tem que ser embalado duas vezes, na caixa de papelão e no saco plástico? Para que o feirante coloca suas frutas no saquinho e depois numa sacolinha?
Ainda não sabemos o que é, com total convicção, uma sociedade sustentável. Há muita gente laborando nisso, dedicando-se com afinco para conseguir entender o que e em que medida é preciso mudar em nossos hábitos e práticas de consumo para se chegar a esse estágio. Mas ainda que a resposta a isso ainda não exista - se é que um dia, haverá uma resposta categórica para essa questão - isso não significa que possamos ficar de braços cruzados, inertes, esperando a crise se instalar ou que devamos nos privar de todos os benefícios que a engenhosidade humana produziu nos últimos séculos e voltar ao tempo da luz de velas ou caçar e colher na mata. Há uma enorme margem entre um extremo e o outro, onde, com um pouco de criatividade e cautela medida, podemos modificar nosso comportamento de modo a, se não beneficiar, ao menos não agravar a pressão sobre recursos naturais.
Observar as ações corriqueiras, procurar inovar no modo de fazer o dia-a-dia, questionar o porquê de as coisas serem como são. Essas parecem ser as bases da transformação, o pressuposto fundamental da política dos 3Rs. É o que garantirá o meu, o seu e o banho quente de muita gente que ainda não o tem.
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