quinta-feira, 11 de março de 2010
Texto de Boaventura de Sousa Santos
http://contadoresdestorias.wordpress.com/2009/04/02/lixo-e-cidadania-boaventura-sousa-santos/
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
3o. Fórum Internacional Criança e Consumo - 16 a 18 de março de 2010
O Fórum Internacional Criança e Consumo chega à terceira edição. Desde 2006, quando o evento foi realizado pela primeira vez, os impactos negativos da mercantilização da infância têm sido discutidos.
Neste ano, o debate propõe uma reflexão mais ampla de como a violação dos direitos da criança e o hiperconsumismo desencadeiam problemas ambientais, econômicos e sociais. Também será contemplada a diminuição das brincadeiras criativas, essenciais ao desenvolvimento humano.
Assim, o 3º Fórum realizará três mesas de debate – Honrar a Infância, Refletir o Consumo e Brincar – com profissionais e pesquisadores de diversas áreas.
Veja mais em http://www.forumcec.org.br/
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Aquecimento global, tabagismo, obesidade, arroto de boi: sobre o que estamos falando afinal?
A moda, um tempo atrás, era dizer que os comilões tinham sua parte no aquecimento global: com peso acima da média, gastariam mais combustível para se transportar e comeriam mais que os outros, afetando a quantidade de alimentos disponível no planeta.
Depois, vieram os fumantes que, como poluidores do ar, colaborariam com o aquecimeto global não só por suas baforadas, mas também porque a produção do tabaco exige a queima de lenha para secagem das folhas e uso de grandes quantidades de defensivo agrícola, impactando também a qualidade do solo.
E agora, coisa de dez dias para cá, o vilão é o boi. Segundo a manchete, o processo digestivo do animal libera gás metano, sendo responsável, só na área do cerrado brasileiro, por quase 70% das suas emissões.
Não estou querendo dizer que não haja uma relação de causa-efeito entre uma coisa e outra, tampouco discutir se o percentual dos gaess por eles liberados está correto ou não. Apenas fico imaginando aqui se, de fato, esses argumentos contribuem positivamente para a conscientização e o envolvimento da população em geral com a crise ambiental. Em tempos de pós-Copenhague, essa reflexão me parece, vem a calhar.
Primeiro, penso que se levarmos o crítério de causalidade ad infinitum, vamos descobrir, para nossa infelicidade, que para o aquecimento global até o meu respirar, o cocô do cachorrinho da minha amiga e as cerejas que você pretende comer na ceia de natal são responsáveis por emissões dos gases de efeito estufa. Pouco, muito, mais ou menos, todos nós, apenas por estarmos aqui, agora, contribuímos com a liberação dos tais gases na atmosfera. A diferença - por isso as tentativas de composição de interesses no âmbito internacional - é que algumas fontes podem ser eliminadas ou reduzidas, o que em tese deve fazer reduzir o ritmo do aquecimento da Terra.
Portanto, se dessa maçã todos nós comemos, parece-me que emitir ou não emitir não é a questão. Então - eis a minha pergunta -, por que escolher os bois, o tabaco e a obesidade? Será que em vez de falar de bois, não poderíamos falar de frangos nas granjas? E, em vez de lembrar do tabaco, poderíamos pensar na soja? Ou, em vez dos gordinhos, pensar no tamanho dos dinamarqueses em relação à dos bolivianos? Afinal, será que estamos realmente falando em aquecimento global ou será outra coisa?
Como não tenho nada contra nem a favor do fumo, do excesso de peso ou da carne de boi, não tenho como não me perguntar porque foram eles os escolhidos e não os outros que acabei de citar. Haverá, de fato, uma problema ambiental significativo relacionado a esses fatores ou não estará o argumento ecológico do aquecimento sendo usurpado para reforçar a defesa de causas outras? Em outras palavras: será que esse alarde que se faz de tempos em tempos com a "descoberta" de mais um novo vilão do aquecimento global não seria, na verdade, uma forma de reavivar o debate de uma questão que já se colocou à sociedade anteriormente? Então, nas hipóteses levantadas, será que o aquecimento global é o foco ou não se está pretendendo discutir, na verdade, os riscos do fumo, da obesidade e dos impactos ambientais associados à pecuária e não o aquecimento global?
Essas indagações não estão sendo aqui lançadas com o intuito de minimizar a importância dessas questões: não há dúvida que os temas merecem ser amplamente discutidos e as soluções e políticas para o seu enfrentamento pensadas e executadas com o apoio da participação de toda a sociedade. Contudo, permito-me conjecturar se trazer ao debate um elemento periférico a tais questões, como é o aquecimento global, possa realmente contribuir para alguma coisa senão para causar apenas um escândalo social momentâneo e provocar a comoção de um ou outro mais impressionável, para logo se esvair na avalanche dos noticiários que renova diariamente a nossa cota de informações, deixando, de resto, apenas a sensação de que quase tudo o que fazemos é causa de aquecimento global - até o momento em que renunciamos a qualquer ação para lutar contra esse "mal", porque esse "mal", há de se concluir, somos nós mesmos, nossa existência, nosso modo de viver, não havendo, portanto, muito o que se fazer...
Portanto, embora eu acredite ser necessário discutir aquecimento global, obesidade, tabagismo, impactos ambientais da pecuária, também sou favorável a discuti-los com argumentos e idéias devidamente ordenadas, colocando cada coisa em seu devido lugar. Os problemas ambientais que vivemos hoje são intrinsecamente complexos e precisam ser enfrentados tomando em consideração esse importante e fundamental aspecto. Simplificar as questões que deles emergem - quando não direcionar ideologicamente essa simplificação - é um risco que se assume, de se banalizar e de diminuir o nível dos debates e, portanto, da própria participação dos cidadãos. Mas esse, sem dúvida, é assunto para outro post...
Para saber mais:
Arroto de boi:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1410629-5603,00-SO+ARROTO+DE+BOI+EQUIVALE+A+DOS+GASESESTUFA+POR+DESMATE+NO+CERRADO.html
Obesidade:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u402686.shtml
Tabagismo:
http://www.ecodebate.com.br/2009/09/28/fumar-destroi-tambem-o-meio-ambiente/
domingo, 20 de dezembro de 2009
Você sabe o que é simplicidade voluntária?
Será que precisamos de tantos bens para nos sentirmos bem? O que ter tem a ver com ser? Como ser feliz com poucos recursos materiais?
Estas são algumas das perguntas que o movimento "simplicidade voluntária" ("voluntary simplicity" ou, simplesmente, VS) tem procurado responder. A idéia é simplificar a vida, não só no aspecto material, reduzindo o consumo, utilizando os bens de forma mais racional, mas também na dimensão espiritual e emocional, buscando o bem estar e a felicidade interior.
Afora as questões morais que essa assertiva possa implicar, não é nenhuma novidade dizer que ser feliz na sociedade de consumo é, para a maior parte das pessoas, comprar. Trabalha-se dez, doze horas por dia, em fins de semana e feriados, leva-se trabalho para casa. Para quê? Para aumentar o salário, o bônus, as horas extras. E para quê? Para poder acumular, ter reservas, ter a possibilidade de comprar e acessar serviços. E para quê? Para, finalmente, ter uma vida mais tranquila, segura, feliz.
É uma espiral sem fim: ganhar, comprar; ganhar mais, comprar mais. Sempre haverá mais um minutinho da nossa vida que podemos investir no trabalho, como sempre haverá algum item de consumo que não temos em casa para comprar. E o preço que se paga por isso é alto, pois nesse ritmo de vida, o conforto material aumenta, mas em sentido inversamente proporcional vai a disponibilidade de poder usufruir desses benefícios.
A simplicidade voluntária questiona em que ponto essa espiral deve parar. Não prega, portanto, que se despoje completamente dos bens materiais, que se viva ao estilo de Thoureau em Walden*, mas sim que cada pessoa saiba até onde os objetos satisfazem necessidades e desejos genuínos e possa assim se libertar do consumo exagerado. A idéia é que façamos um questionamento sobre o que é de fato importante para o nosso prazer e satisfação pessoal, e se isso realmente corresponde a uma verdade interior ou apenas a resposta a um estímulo externo, que não necessariamente levará ao nosso bem-estar e satisfação pessoal.
Além da forma como nos relacionamos com os bens materiais, a simplicidade voluntária também propõe mudanças em outros aspectos da vida, que, se trabalhados pela via do auto-conhecimento e do fortalecimento da auto-estima, podem se tornar menos desgastantes ou complicados. Assim, ansiedade, estresse, angústia, culpa, entre outros sentimentos enraizados no estilo de vida contemporâneo, também são postos sob questão.
Para saber mais sobre simplicidade voluntária veja:
http://www.simplicidadevoluntaria.com/socied.htm
http://www.choosingvoluntarysimplicity.com/
*"Walden" é o livro escrito pelo americano Henry David Thoureau, baseado na experiência que viveu, em 1845, quando deliberadamente o autor se retirou do convívio social para morar isolado às margens do Lago Walden.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Dica de natal: Amigo secreto sustentável
Muitas vezes guardamos coisas em excelente estado no fundo de armários. Coisas que, para nós, já deixaram de ter utilidade ou interesse, mas que para outra pessoa pode ser uma novidade incrível.
Foi seguindo essa idéia que ontem aconteceu, na turma do meu filho de 6 anos, um amigo secreto diferente: um amigo secreto "sustentável". Foi igualzinho ao que conhecemos (troca prévia de papéis com nomes e depois a troca de presentes), mas com o detalhe de que cada criança escolheria um presente para seu amigo secreto do seu baú de brinquedos.
Não estive presente, mas a professora me relatou que a brincadeira foi um sucesso. As crianças adoraram dar e receber os brinquedos dos amigos e partilhar o lanche comunitário, que foi organizado pela professora com a ajuda dos pais.
Para algumas pessoas isso pode parecer estranho, receber algo "usado" e dar algo usado para uma pessoa conhecida - afinal, muita gente se desfaz desses objetos doando a instituições que nem se conhece quem vai receber. Mas, para as crianças, que ainda não estão "contaminadas" por certos preconceitos e hábitos, receber estes presentes foi um acontecimento prazeroso e tão divertido quanto se tivessem ganho algo vindo diretamente do shopping.
Inicialmente a intenção era de abrir um espaço com as crianças para que fizessem uma reflexão sobre o consumismo, sobre as questõs ambientais e sociais que estão por trás dessas trocas materiais. Contudo, pensando melhor agora, creio que a lição não foi só para as crianças, mas para nós adultos, também. Afinal, nós somos responsáveis por formar esta futura geração, então, como esperar que nossos pequenos possam ter outros hábito se nós mesmos não damos o exemplo?
A semente foi lançada, cabe a nós regar daqui em diante. Então, se há algum compromisso para se assumir para 2010, o meu será o de trocar mais. E qual vai ser o seu?
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Lixo é no lixo. Mas, em que lixo?
http://www.worldwatch.org.br/artigos/001.html
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
31 de outubro: você vai de saci ou de bruxa?
Em tempos de pós-dia das crianças, uma boa oportunidade para sentar com nossos pequenos e fazer uma reflexão sobre a (des) necessidade de importarmos e consumirmos
costumes e tradições de outros países, que nada (absolutamente nada!), tem a ver com os nossos. E, quem sabe, aproveitar o vácuo para começar a preparar o terreno para dezembro, que já está aí...Quem quer fazer a festa do Saci ?
As festas do Dia do Saci crescem por todo o Brasil a cada 31 de outubro. O enfrentamento irreverente que os brasileiros fazem com o seu mito mais famoso ao Halloween do consumismo norte-americano ainda é desigual, mas é divertido. No Ceará, o Departamento de Patrimônio Imaterial da Secretaria de Estado da Cultura vem realizando um dia todo de festa n
a Biblioteca Pública, o município de Fortaleza instituiu o Dia do Saci em seu calendário oficial (PL nº 0189/2007) e a sacizada tem se espalhado aos pulos e redemoinhos por vários municípios do interior.
Desde que lancei o livro “A Festa do Saci” (Cortez Editora, 2007), no qual relato a história da libertação do Saci do calabouço da sociedade de consumo, por seres imaginários de todo o planeta, que muita gente me pergunta interessada como é mesmo que se faz uma festa do Saci. Respondo que a vantagem dessa festa é não ter fórmulas, cada qual faz a sua, do jeito que quiser. Nas áreas públicas há brincadeiras de corrida numa perna só, contação de histórias de assombração, apresentações teatrais e musicais performáticas, passeios saciclísticos, lanches coletivos, oficinas de bonecos de Saci e outras animadas sacizisses.
Mesmo assim, deu vontade de experimentar como seria uma festa do Saci em casa, na rua, no condomínio, no clube, no sítio, na casa de praia. Afinal, as bruxas do Halloween atacam é nesses espaços privados, levadas pelo cinema, tevê e internet. E foi convicto do quanto precisamos criar oportunidades para as crianças, especialmente as urbanas, vivenciarem o mito do Saci, que acabamos inventando na nossa casa uma festa do Saci, para ver como é mesmo, para experienciar com amigos esse encantador ritual de inversão e para poder sair contando a quem quer que queira fazer a sua própria festa do Dia do Saci.
A primeira coisa que fizemos foi transformar a quadra de futebol do condomínio em um capoeirão. Com o apoio do José Adjafre, que é um cenógrafo com trejeitos de saci, colocamos folhas secas no chão, jarros com muitas plantas e a iluminação foi toda feita com tochas de lamparinas. Ao fundo da quadra, emoldurada pela trave de futebol, ele fez um desenho enorme da cabeça de um saci, que serviu de imagem de fundo para os momentos de contação de histórias arrepiantes inventadas na hora pelas próprias crianças.
Foram escolhidas 77 imagens de Saci para serem projetadas e 77 músicas para animar a festa, porque 77 é a idade que uma pessoa pode virar Saci, se tiver conseguido continuar imaginativa depois dos 7 anos. Conseguimos 77 imagens diferentes de saci, com o pesquisador Vladimir Sacchetta, feitas nos mais impensáveis estilos plásticos e gráficos, por artistas como André Le Blanc, Angeli, Glair Arruda, J.U.Campos, Lobo, Marcus Cartum, Monteiro Lobato, Ohi, Paulo Caruso, Sônia Magalhães, Voltolino e Ziraldo. Essas imagens foram projetadas em um telão, apoiado no poste da rede de voleibol. Da tela que cobre a quadra, saltavam fitas coloridas anunciando as brincadeiras do vento à espera do assobio do Saci.
A DJ Renatinha montou sua parafernália no meio do mato. E, assim, como ocorreu com as imagens, o repertório musical foi composto pelos mais variados gêneros e estilos, tendo como ponto em comum apenas o caráter lúdico. Tocou Cássia Eller (A Cuca te pega), Itamar Assumpção (Adeus Pantanal), Karnak (Alma não tem cor, O Mundo, Ai, ai, ai, ai, ai), Suzana Salles (A mulher do atirador de facas, Zé Pelintra), Bia Bedran (As caveiras, Dona Árvore, Flor do Mamulengo, Pato Injuriado, Quintal), Ná Ozzetti (Atlântida), Diana Pequeno (Camaleão), Adriana Calcanhotto (Esquadros, Lig lig lig lé), Raul Seixas (Carimbador maluco), Tom Zé (Companheiro Bush), Paula Tesser e Valdo Aderaldo (Sou mais no tempo do Figueiredo), Kleiton e Kledir (Canção da meia noite), Madan (Emprego, O Bife, Letra Mágica, Patacoada, Gato da China), Balão Mágico (Super Fantástico, ET tererê) e Moisés Santana (Gentileza).
E a festa que rolou das 19 até as 22 horas tocou ainda Carol e os Malucos (Itsy bitsy spider, La bella polenta), Los patita de perro (La fiesta, Las tortugas), Toquinho (Caderno), Chico César (Odeio Rodeio, Pelado), Secos & Molhados (O Vira), Jota Quest (Pedrinho), Carlinhos Brown (Pererê Peralta), Daúde (Quatro meninas, Vamos fugir, Vida Sertaneja), Palavra Cantada (Rato), Gilberto Gil (Saci-Pererê, Sítio do Picapau Amarelo), Jorge Benjor, (Sasaci-Pererê), Rosi Campos (Tem gato na tuba), Herlon Robson (Tô ligado), Herbert Vianna (Uma Brasileira), The Beatles (Yellow Submarine), MPB-4 (O Pato), Frenéticas (Aula de piano), Gal Costa (Grande final), MC Marcinho (Rap do Lúcio), Patrícia Marx (A Festa do Menino Maluquinho); Sérgio Ricardo (Emília), Girotando (Ambaraba cicci’ cocco’) e Mawaca (Kazoe Uta, Sansa Kroma).
Dos meus livros “Flor de Maravilha” e “A Festa do Saci”, entraram na brincadeira as músicas cantadas por Olga Ribeiro (A sementinha, Bolhas de sabão, Curupira e Boitatá, Fábula sem moral, Pinóquio e Emília, Rói-rói, Vamos passear pela cidade, Xacundum no tum-tum do papai), Giana Viscardi (Brincar de Brincadeira, O nome do meu País), Marcelo Pretto (Marimbondo Azul), Suzana Salles (No ritmo das batidas do relógio da Praça do Ferreira) e, óbvio, a música A Festa do Saci, que fiz com o Orlângelo Leal, especialmente para chamar o Saci Pererê.
Por falar em chamar o Saci, um dos momentos mais mágicos da festa foi o da aparição do saci, na hora do Guarnicê. Peço ao leitor e à leitora que não comente esta parte na frente das crianças nem dos convidados, pois o segredo dela está na surpresa. É o seguinte: na hora em que o Orlângelo canta “Estou aqui meu Saci / Estou aqui chamei você / Pererê chamei você”, cuidamos que um ator, no caso o Márcio, da Banda Dona Zefinha, aparecesse pintado e vestido de Saci em uma laje na parte ao lado da quadra. Ele apareceu rapidamente, deu pulos e gargalhadas, jogou uma porção de gorros para a meninada e sumiu. Uns viram e outros não. E isso gerou um converseiro mítico maravilhoso, mediado pelo também zefínico Paulo Orlando.
Bom, mas já estou me adiantando na festa, quando ainda nem falei o que colocamos no convite: “Você só precisa trazer um pouquinho da sua guloseima preferida, aquela que você acha a mais gostosa de todas, para repartir com os amigos” (No centro da quadra, um círculo de tecido transformou-se em mandala de guloseimas). E tinha uma observação: “A Festa do Saci é uma festa que valoriza a criatividade e a imaginação. Portanto, crie o seu próprio personagem e venha para curtirmos juntos essa noite sacizística cheia de surpresas”.
Na entrada do prédio, colocamos uma cartolina e muitos pincéis coloridos pendurados em fio de náilon. Naquele papel, mais de trinta crianças escreveram o nome e a missão dos seus personagens. A resposta foi reveladora: Agente 00SACI (Lutar pela paz no futebol), Branca de Neve (Cuidar dos habitantes da floresta), Dama da Noite (Cuidar da paz na hora do sono), Fada da Natureza (Eu e o Saci devemos proteger a Natureza), Fada do Ar (Acabar com a poluição), Garota Azul (Deixar a festa mais azul), Duende (Minha missão é achar o Saci), Peloe (Acabar com a destruição das flores), Reg!!! (Minha missão é me conhecer), Robô Verde (Aguar todas as plantas e salvar o planeta), Saci (Cuidar do mundo), Senhor Noite (Alertar as lendas da noite) e Vaqueiro (Acabar com o aquecimento global, poluição e drogas). A festa terminou doce e animada com a Caça ao Brigadeirão.
Fonte das fotos: Bruxa (http://www.upenter.com.br/blogs/timbunet/wp-content/uploads/2009/09/7537bruxa.jpg); saci (http://www.cortocabeloepinto.com/wp-content/uploads/2009/04/saci.jpg). Acesso em 15.10.2009